Muitos moradores de Catanduva e região, acostumados com a rotina do trabalho no campo ou serviços que exigem esforço físico, tendem a encarar o desconforto nas articulações como uma consequência natural do envelhecimento. No entanto, a dor nas “juntas” — chamada clinicamente de artralgia — é um sinal de que algo no corpo precisa de investigação.
Entenda a diferença: Artralgia vs. Artrite
É importante saber que nem toda dor é igual. Quando você sente apenas o desconforto ou rigidez, chamamos de artralgia. Já a artrite acontece quando a dor vem acompanhada de sinais claros de inflamação, como inchaço, calor local, vermelhidão e dificuldade de movimentação.
Identificando o perfil da sua dor
Para definir o tratamento, o médico avalia como a dor se comporta no seu dia a dia:
- Dor Mecânica: Piora durante o movimento ou ao longo do dia e apresenta melhora com o repouso. É o caso mais frequente na artrose (osteoartrite) de joelhos e quadris.
- Dor Inflamatória: É mais intensa ao acordar, acompanhada de uma rigidez matinal que pode durar bastante tempo, melhorando conforme a pessoa começa a se movimentar. Exemplos comuns são a artrite reumatoide e o lúpus.
Sinais de alerta
Alguns sintomas indicam que o problema requer uma avaliação médica urgente:
- Inchaço acentuado com vermelhidão e calor na articulação.
- Febre associada à dor nas juntas.
- Incapacidade de apoiar o peso do corpo ou perda súbita de movimento.
- Dor que desperta o paciente à noite ou que vem acompanhada de perda de peso sem causa aparente.
O foco do tratamento
O tratamento moderno busca manter a saúde da cartilagem e a capacidade de movimento do paciente. Isso é feito através de um conjunto de estratégias:
- Ajuste de peso e metabolismo: Fundamental para reduzir a carga sobre joelhos e quadris.
- Exercícios de fortalecimento: Fortalecer músculos como o quadríceps e os glúteos protege as articulações.
- Procedimentos intervencionistas: Infiltrações e bloqueios guiados por imagem podem ser usados em casos específicos para controlar crises de dor e permitir que o paciente consiga realizar a fisioterapia.
Não aceite a dor crônica como algo inevitável. Em uma região onde o deslocamento e o trabalho braçal são fundamentais, cuidar das articulações é essencial para manter a independência no trabalho e na rotina familiar.






