
A Medicina da Dor é uma área que ganhou força nas últimas décadas à medida que se compreendeu que a dor não é apenas um sintoma, mas uma condição que pode persistir mesmo após a resolução da causa inicial.
Com o avanço dos estudos sobre o sistema nervoso, ficou claro que a dor envolve mecanismos complexos, incluindo sensibilização central e alterações na forma como o cérebro processa os estímulos. Isso levou ao desenvolvimento de uma abordagem mais completa, voltada não só para aliviar a dor, mas para entender sua origem e seu impacto na vida do paciente. As dores crônicas podem afetar significativamente a qualidade de vida, o sono, o humor e a capacidade funcional.
O principal objetivo da Medicina da Dor é reduzir o sofrimento e melhorar a qualidade de vida do paciente. Para isso, o tratamento é sempre individualizado, levando em conta não apenas a intensidade da dor, mas também fatores físicos, emocionais e comportamentais que contribuem para sua manutenção.
O escopo da Medicina da Dor inclui avaliação, prevenção e tratamento de dor aguda, crônica, perioperatória, musculoesquelética, neuropática, cefaleias, dor oncológica e síndromes dolorosas complexas. O enquadramento atual entende a dor, ao mesmo tempo, como sintoma, síndrome e, em alguns casos, condição clínica em si. As diretrizes do NICE diferenciam dor crônica primária, quando a dor ou seu impacto não são adequadamente explicados por outra condição, e dor crônica secundária, quando a condição causal é suficientemente demonstrável. As duas categorias podem coexistir no mesmo paciente.
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